Thursday, February 04, 2010
Na tua voz
A tua voz meiga pela manhã faz-me estremecer, faz-me sempre reforçar o imenso que em mim despertas. O som da tua ternura em meus ouvidos é uma carícia que não tem comparação. Essa voz que fala comigo a sorrir tem o efeito de 1000 poções mágicas e faz-me lembrar o quanto te adoro.
Tuesday, February 02, 2010
Despertar

Faz-me falta teu calor no meu regaço, o som do teu respirar junto aos meus ouvidos enquanto dormes.
Falta-me o acordar contigo a meu lado, a possibilidade de te envolver pela madrugada e o teu sorriso ensonado e carinhoso pela manhã.
Já te disse hoje que tenho saudades tuas?
Falta-me o acordar contigo a meu lado, a possibilidade de te envolver pela madrugada e o teu sorriso ensonado e carinhoso pela manhã.
Já te disse hoje que tenho saudades tuas?
Friday, January 29, 2010
Thursday, January 28, 2010
Invierno en mi corazón

"Es invierno en mi corazón,
cuando tu no estas,
un frio intenso lo cubre todo,
cuando tus ojos no estan para mirarme.
Nacimiento de un amor profundo,
de deseos incontrolables,
de reflejos celestiales,
de entendimiento mutuo.
Mi admiración,
oh mi Hipatia,
dueña de mi corazón,
poseedora de mi alma.
Primavera de mis ilusiones,
Verano de mis deseos,
Otoño de mis ansias,
Invierno de mis dudas. "
Anibal Minotaur
Wednesday, January 27, 2010
Tuesday, January 26, 2010
Só o amor

Só o amor sabe abrir os braços com beleza.
Lenço da cabeça as voltas que tu dás.
O riso é concertina abrindo de surpresa
nas minhas mãos morenas de rapaz.
Que dizem os teus olhos que não fogem não?
Que veja as tuas águas secretas agitadas
o rio que te corre sob um sol de verão
onde o meu sonho nada em atléticas braçadas?
Quando falas são outras as palavras novas
melodia afagando a pele dos meus sentidos.
E se calas fitando é porque aprovas
meus olhos queimando a orla dos vestidos.
António Borges Coelho
Saturday, January 23, 2010
Jogo Endiabrado - Chris Isaak
Um clássico sempre actual...
The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you
What a wicked game you play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To let me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
And I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
And I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
World was on fire
No one could save me but you
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd love somebody like you
I never dreamed that I'd lose somebody like you
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you
The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you
What a wicked game you play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To let me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
And I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
And I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
World was on fire
No one could save me but you
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd love somebody like you
I never dreamed that I'd lose somebody like you
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you
Wednesday, January 20, 2010
Desejos

Ai, como eu te queria toda de violetas
E flébil de cetim...
Teus dedos longos, de marfim,
Que os sombreassem jóias pretas...
E tão febril e delicada
Que não pudesses dar um passo -
Sonhando estrelas, trantornada,
Com estampas de cor no regaço...
Queria-te nua e friorenta,
Aconchegando-te em zibelinas -
Sonolenta,
Ruiva de éteres e morfinas...
Ah! que as tuas nostalgias, fossem guizos de prata -
Teus frenesis, lanjoulas;
E os ócios em que estiolas,
Luar que se desbarata...
Teus beijos, queria-os de Tule,
Transparecendo carmim -
Os teus espasmos de seda...
- Água fria e clara numa noite azul,
Água, devia ser o teu amor por mim...
Mário de Sá Carneiro
E flébil de cetim...
Teus dedos longos, de marfim,
Que os sombreassem jóias pretas...
E tão febril e delicada
Que não pudesses dar um passo -
Sonhando estrelas, trantornada,
Com estampas de cor no regaço...
Queria-te nua e friorenta,
Aconchegando-te em zibelinas -
Sonolenta,
Ruiva de éteres e morfinas...
Ah! que as tuas nostalgias, fossem guizos de prata -
Teus frenesis, lanjoulas;
E os ócios em que estiolas,
Luar que se desbarata...
Teus beijos, queria-os de Tule,
Transparecendo carmim -
Os teus espasmos de seda...
- Água fria e clara numa noite azul,
Água, devia ser o teu amor por mim...
Mário de Sá Carneiro
Monday, January 18, 2010
Entrega

Nunca é demais elogiar-te, dizer-te o quanto és importante para mim. E contudo fico sempre com aquele sabor agridoce de saber que as palavras são curtas para dizer tudo o que gostaria de dizer-te, de permitir-te conhecer tudo aquilo que vai aqui por dentro...
Boa sorte para os desafios que estás a enfrentar... Já falta pouco. E depois... O merecido prémio!
Saturday, January 16, 2010
Páginas do livro do desassossego
Continuo a ser a personagem principal do livro do desassossego no qual me vou enredando cada vez mais. No nosso livro sonho cada vez mais contigo, com o teu olhar meigo e o teu toque suave… Com corridas de mãos dadas em vastos prados verdes pintados de flores pela primavera.
São raros os dias em que não há sonhos… Em que desperto aturdido por pesadelos que me desequilibram. Mas todas as outras páginas do livro me fazem sonhar porque sei que te adoro mais que tudo e isso é extraordinário.
São raros os dias em que não há sonhos… Em que desperto aturdido por pesadelos que me desequilibram. Mas todas as outras páginas do livro me fazem sonhar porque sei que te adoro mais que tudo e isso é extraordinário.
Eu também trocava tudo por um teu...
Eu não sei bem quem tu és
Sei que gosto dos teus pés
Do teu olhar atrevido
Tu baralhas-me a razão
Invades-me o coração
E eu ando um pouco perdido
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo
Adivinha onde eu cheguei
Desde o tempo em que roubei a tua privacidade
Fiz de ti lírio quebrado
Fera de gesto acossado, vendi a tua ansiedade
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo
E agora que estamos sós, vamos ser apenas nós
Dar a volta ao argumento
Vamos fugir em segredo
Sumir por entre o enredo, soltar o cabelo ao vento
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro de mundoJorge Palma
Thursday, January 07, 2010
"No fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente o amor permite descobrir..."

Continuas no teu jogo do apanha, num toca e foge constante e sabes que isso me enfurece ao mesmo tempo que me deixa louco. Sabes que a tua hiperactividade não me deixa sossegar. Na noite do tremer de pernas e dos enjoos posso ter assinado o livro do desasossego, mas os momentos sossegados que já vivemos compensam tudo. Sei que é a distância que te faz fugidia... E sei que na proximidade és de um companheirismo e de uma doçura terna e incomensurável, e é assim que tu na realidade és.
Continuas a provocar-me, a tentar confundir-me, a testar-me até ao limite... Mas eu continuo a adorar-te. Muito mais do que no primeiro dia, muito mais que na primeira noite!
Saturday, January 02, 2010
Passagem de ano
Foi talvez a passagem de ano mais calma e feliz dos últimos anos.
De nada servem planos complexos e grandes confusões.
Bastou ter a meu lado a melhor das companhias, simplicidade e boa disposição.
Foram 2 dias muito, mas mesmo muito, bem passados.
Regressei a casa com um sorriso de orelha a orelha. E com a certeza de que os dias e noites que passo com a minha bela e "hiperactiva" pestinha são mais tranquilos e relaxantes que tudo. E acho que para ela também.
Obrigado pestinha! Será que já te disse hoje que...
Tuesday, December 29, 2009
O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
Friday, December 25, 2009
poesia ouvida
De volta está a poesia ouvida, desta feita com António Franco Alexandre.
Procurarei voltar a ser regular: uma poesia por semana.
Ouvir aqui.
Procurarei voltar a ser regular: uma poesia por semana.
Ouvir aqui.
Tuesday, December 22, 2009
parábola

Havia na casa de banho da minha avó uma torneira de banheira que se apaixonou. O alvo do seu amor era uma simples torneira de bidé, a quem a ideia de despertar o interesse da torneira da banheira causava tal entusiasmo que, por vezes, até entupia.
Numa primaveril manhã, iniciaram o namoro; conversavam e olhavam-se, por vezes suspiravam ruidosamente; mas nada mais poderiam ambicionar (fazer amor, por exemplo), pois, como se sabe, as torneiras estão fixas às paredes. E isso entristecia-as um pouco, arrefecia os ânimos amorosos, alimentava fantasias.
Até que, certo dia, houve um tremor de terra; a casa foi destruída e abandonada. Mas no meio dos escombros, as torneiras, finalmente juntas (miraculosamente juntas), concretizavam por fim o seu amor. E, claro: foram felizes para sempre.
Paulo Kellerman
Numa primaveril manhã, iniciaram o namoro; conversavam e olhavam-se, por vezes suspiravam ruidosamente; mas nada mais poderiam ambicionar (fazer amor, por exemplo), pois, como se sabe, as torneiras estão fixas às paredes. E isso entristecia-as um pouco, arrefecia os ânimos amorosos, alimentava fantasias.
Até que, certo dia, houve um tremor de terra; a casa foi destruída e abandonada. Mas no meio dos escombros, as torneiras, finalmente juntas (miraculosamente juntas), concretizavam por fim o seu amor. E, claro: foram felizes para sempre.
Paulo Kellerman
Thursday, December 17, 2009
quando te vi senti um puro tremor de primavera

Quando te vi senti um puro tremor de primavera
e a voluptuosa brancura de um perfume
No meu sangue vogavam levemente
anénomas estrelas barcarolas
O silêncio que te envolvia era um grande disco branco
e o teu rosto solar tinha a bondade de um barco
e a pureza do trigo e de suaves açucenas
Quando descobri o teu seio de luminosa lua
e vi o teu ventre largamente branco
senti que nunca tinha beijado a claridade da terra
nem acariciara jamais uma guitarra redonda
Quando toquei a trémula andorinha do teu sexo
a adolescência do mundo foi um relâmpago no meu corpo
E quando me deitei a teu lado foi como se todo o universo
se tornasse numa voluptuosa arca de veludo
Tão lentamente pura e suavemente sumptuosa
foi a tua entrega que eu renasci inteiro como um anjo do sol
António Ramos Rosa
Wednesday, December 16, 2009
as palavras aproximam

As palavras aproximam:
prendem-soltam
são montanhas de espuma
que se faz-desfaz
na areia da fala
Soltam freios
abrem clareiras no medo
fazem pausa na aflição
Ou então não:
matam
afogam
separam definitivamente
Amando muito muito
ficamos sem palavras
Ana Hatherly
Tuesday, December 15, 2009
Friday, December 11, 2009
Wednesday, December 09, 2009
Saturday, December 05, 2009
Thursday, December 03, 2009
Tuesday, December 01, 2009
viagem
É por teus olhos meigos que tenho andado nestes felizes dias.
Em tuas mãos têm passado todos os meus mais recentes gritos e silêncios.
Por meus poros se têm escapado todas as tuas carícias e orvalhos, todos os sulcos da tua pele.
Em ti estremeci à meia-luz, com o vento acariciei teus cabelos silenciosos e em teus lábios me deti.
Em tuas mãos têm passado todos os meus mais recentes gritos e silêncios.
Por meus poros se têm escapado todas as tuas carícias e orvalhos, todos os sulcos da tua pele.
Em ti estremeci à meia-luz, com o vento acariciei teus cabelos silenciosos e em teus lábios me deti.
Tuesday, November 24, 2009
eternidade

Quero multiplicar no tempo toda a eternidade que temos vivido
Tatuar em minha memória as palavras e gritos de desejo com que me acaricias os ouvidos
Gravar na minha pele as carícias com que me presenteias
Tactear por todo o sempre as tuas colinas e vales, os lisos prados da tua pele.
Recordar o sabor de cada um dos teus beijos... De cada um dos teus sorrisos
Manter o estremecimento sempre que te vejo... Sempre que volto a lembrar-me de nós
Rumar contigo até á linha do horizonte na ilusão que o céu e a terra são um só
Perpetuar esta secreta viagem em que embarcámos numa nervosa noite de Outono…
Tatuar em minha memória as palavras e gritos de desejo com que me acaricias os ouvidos
Gravar na minha pele as carícias com que me presenteias
Tactear por todo o sempre as tuas colinas e vales, os lisos prados da tua pele.
Recordar o sabor de cada um dos teus beijos... De cada um dos teus sorrisos
Manter o estremecimento sempre que te vejo... Sempre que volto a lembrar-me de nós
Rumar contigo até á linha do horizonte na ilusão que o céu e a terra são um só
Perpetuar esta secreta viagem em que embarcámos numa nervosa noite de Outono…
Monday, November 23, 2009
Thursday, November 19, 2009
Wednesday, November 18, 2009
há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Alexandre O'Neil
Monday, November 16, 2009
emoções numa manhã chuvosa
Não sei o que me inebria mais, os teus sorrisos ou as rosas que me dás...
Apenas sei que quando te tenho em meus braços sinto que abraço todo o infinito...
Que as emoções brotam em mim como quando se tenta segurar um punhado de areia...
Quero tatuar no meu coração o teu olhar meigo, o teu doce sorriso e o teu aroma sereno.

Sunday, November 15, 2009
nunca é demais lembrar
we are here
we can love
we share something
i'm sure that you mean the world to me
hole to feed - depeche mode
tenho tantas saudades tuas...
we can love
we share something
i'm sure that you mean the world to me
hole to feed - depeche mode
tenho tantas saudades tuas...
Thursday, November 12, 2009
libertação
Fui à praia, e vi nos limos
a nossa vida enredada:
ó meu amor, se fugimos,
ninguém saberá de nada.
Na esquina de cada rua,
uma sombra nos espreita,
e nos olhares se insinua,
de repente uma suspeita.
Fui ao campo, e vi os ramos
decepados e torcidos:
ó meu amor, se ficamos,
pobres dos nossos sentidos.
Hão-de transformar o mar
deste amor numa lagoa:
e de lodo hão-de a cercar,
porque o mundo não perdoa.
Em tudo vejo fronteiras,
fronteiras ao nosso amor.
Longe daqui, onde queiras,
a vida será maior.
Nem as esp'ranças do céu
me conseguem demover
Este amor é teu e meu:
só na terra o queremos ter.
David Mourão-Ferreira
a nossa vida enredada:
ó meu amor, se fugimos,
ninguém saberá de nada.
Na esquina de cada rua,
uma sombra nos espreita,
e nos olhares se insinua,
de repente uma suspeita.
Fui ao campo, e vi os ramos
decepados e torcidos:
ó meu amor, se ficamos,
pobres dos nossos sentidos.
Hão-de transformar o mar
deste amor numa lagoa:
e de lodo hão-de a cercar,
porque o mundo não perdoa.
Em tudo vejo fronteiras,
fronteiras ao nosso amor.
Longe daqui, onde queiras,
a vida será maior.
Nem as esp'ranças do céu
me conseguem demover
Este amor é teu e meu:
só na terra o queremos ter.
David Mourão-Ferreira

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